A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 28/09/2020
O outro, e verdadeiro, lado da imagem
A música “Man in the mirror” do falecido cantor Michael Jackson relata de uma forma indireta o drama vivido por ele sobre se preocupar mais com a sua aparência física,enquanto existem problemas piores no mundo. Infelizmente o drama do cantor é vivenciado por muitas pessoas no mundo também preocupadas com defeitos na fisionomia. Tal realidade é fruto de falsas impressões divulgadas em redes sociais, por famosos ou influenciadores digitais, que desencadeiam em frustrações e problemas psicológicos.
De um lado, tem-se a antiga e persistente busca pelo corpo perfeito. Na década passada, a influenciadora digital conhecida como “Boca Rosa” se envolveu em uma polêmica quando divulgou que sua aparência física era desprovida de modificações cirúrgicas, sendo este fato desmascarado. Entretanto, durante esse tempo, muitos seguidores enfrentaram prejuízos com a saúde e houve até mesmo casos de suicídios, devido à tentativas frustradas de se parecerem com a influenciadora. Esse caso relatado não é inédito, visto que o Brasil é um país onde uma pessoa comete suicídio a cada quarenta minutos, segundo o IBGE.
Por outro lado, a população se depara com imagens de locais considerados perfeitos para se visitar. Muitas redes sociais utilizam filtros com o objetivo de exaltar a paisagem e, assim, lucrar às custas de quem se encantar com o lugar. O resultado disso é uma grande frustração e decepção turística, além de um investimento ilusório.
Considerando os fatos citados, é necessário que aplicativos de divulgações de imagens, junto ao Ministério da Comunicação, criem políticas e termos de uso aos internautas, incluindo multas para aqueles que utilizarem falsas imagens. Tal medida seria de importância crucial para diminuir ou até mesmo combater o referido impasse social.