A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 29/09/2020

Os filtros da “realidade” virtual

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma visão de uma sociedade perfeita, na qual há ausência de conflitos e problemas. Fora da ficção, a manipulação de imagens, nas redes sociais, contradiz o que o autor prega, já que causa transtornos e compromete a saúde mental de alguns dos usuários destas plataformas. Logo, convém analisarmos as principais causas e consequências desse problema.

Em primeiro lugar, o uso de filtros faciais nas redes sociais é um dos grandes catalisadores de problema na manipulação de imagens. O filtro beauty3000, por exemplo, permite que o usuário modifique uma imagem real e a transforme em algo ilusório, padronizando a “beleza” pelos algoritmos do filtro. Portanto, a falsa aparência que esses  filtros disponibilizam deve ser reavaliada pela Spark AR, a fim de proporcionar uma melhor “experiência positiva”.

Em segundo lugar, o surgimento de um novo padrão de “beleza” é o que preocupa muitos profissionais que estudam os efeitos psíquicos da vida digital. A ilusão de uma aparência mais agradável, por exemplo, corrobora para uma super elevação de ego e consequentemente uma crítica, no mundo real, sobre o “belo”, pois essa comparação do “real” e “virtual” atinge negativamente os sentimentos de algumas pessoas. Logo, é importante usar moderadamente e sabiamente os filtros a fim de ajudar de forma saudável.

Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Com o intuito de mitigar o problema, é importante que os responsáveis por cada uma das redes sociais conscientize seus usuários e remova alguns filtros para que as pessoas possam utilizar-los de forma “positiva”.