A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 28/09/2020

Em um dos episódios da série Black Mirror, da Netflix, as pessoas são avaliadas via internet, sendo a imagem um dos fatores mais importantes para o status social. No entanto, tal situação acarretou diversos problemas psicológicos para a personagem principal. Fora da obra, situações como essa são frequentes, pois nota-se uma maior preocupação imagética nas redes sociais pelos usuários, além de vários problemas de saúde -como depressão e ansiedade- advindos da necessidade de encaixar-se nos padrões apresentados pelas manipulações de imagens.

Primeiramente, convém lembrar que a Terceira Revolução Industrial trouxe diversos avanços para a sociedade, dentre eles meios que auxiliam diariamente a ciência e a comunicação social -como a internet e o computador. No entanto, a partir do século XXI cresceu o número de inovações nas redes sociais e, com isso, o alto índice de manipulações de imagens nas redes. Tal situação, regularmente acarreta preocupações nos usuários quanto a sua aparência, uma vez que precisam se apresentar nos padrões impostos, dessa forma contribuindo para complicações à sua saúde mental.

Outrossim, segundo o sociólogo “Bauman”, o mundo vive em uma modernidade líquida, em que nele a sociedade é moldada diariamente pelo que é proposto pelo mundo globalizado. Nesse contexto, a manipulação imagética na internet influencia cotidianamente os usuários, a fim de moldá-los dentro de padrões pré-estabelecidos. Além disso, tais preocupações com a aparência nas redes sociais geram consequências à saúde mental dos internautas, visto que segundo uma pesquisa realizada pela instituição de saúde pública no Reino Unido, as taxas de ansiedade e depressão aumentaram 70% após o envolvimento dos jovens com aplicativos sociais.

Portanto, visto que a manipulação da imagem acarreta malefícios à saúde mental dos usuários, cabe aos internautas de grande influência na mídia -em conjunto aos dono das redes sociais- informarem e conscientizarem os usuários dos malefícios de distorcer imagens a fim de enquadrar-se nos padrões, por meio de publicações com dados informativos que mostrem as consequências à saúde mental, bem como publicações que incentivem a procura de ajuda para aqueles com a saúde mental afetada, com a finalidade de diminuir a preocupação com os padrões impostos e minimizar o alto índice de depressão e ansiedade advindos dos problemas supracitados.