A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 26/09/2020
Na Grécia Antiga, período marcado pelo aprimoramento intelectual, ocorria a busca pelo autoconhecimentos por parte dos filósofos e seus respectivos discípulos, refletindo acerca do seu lugar na sociedade e suas obrigações. De maneira análoga, com o advento da internet e, consequentemente, das redes sociais, as pessoas passaram a se preocupar com os status das suas próprias imagens, deixando de lado a perseguição do autoconhecimento, hábito que foi acarretado pela educação digital inadequada. Assim, é possível afirmar que as raízes históricas e a má educação digital são as principais causas dos danos mentais causados pela manipulação de imagem nas redes sociais.
A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é evidente que ideologias passadas tendem a perdurar nas gerações futuras caso não forem acompanhadas com um discernimento adequado, como a necessidade de manipular imagens nas redes sociais. Além disso, esse pensamento proveniente do advento da internet afeta a saúde mental de diversas pessoas, pois muitas destas realizam coisas que não gostam somente para terem um status aceitável no meio digital. Dessa forma, para que haja a melhoria da saúde mental coletiva, faz-se necessário o rompimento com o ideal da busca incansável por fotografias que destoam da realidade.
Outrossim, Tyrion, personagem da série Game of Thrones, dizia que: “A mente precisa de livros da mesma forma que uma espada precisa de uma pedra de amolar para se manter afiada”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo da educação em qualquer fato que prejudique os indivíduos e, por conseguinte, o bem coletivo, que é o caso de uma das ideologias trazidas com as redes sociais. Ademias, esses pensamentos maléficos do meio digital são ampliados por meio da ineficácia de educadores digitais na sociedade, promovendo a difusão de práticas que compactuam com esses ideais. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas educativas digitais para os indivíduos ao redor do mundo.
Portanto, é perceptível que o advento da internet mudou a percepção das pessoas acerca do mundo, maximizando a difusão de uma educação digital inadequada. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover propagandas nos meios digitais, com o intuito de demonstrar os malefícios que a manipulação de um status perfeito podem provocar à saúde mental das pessoas, por meio do acompanhamento de educadores digitais e de psicólogos renomados, com o objetivo de diminuir esse pensamento ultrapassado e danoso à sociedade. Analogamente, essas propagandas devem se basear no pensamento dos filósofos da Grécia Antiga, que o principal objetivo eram a busca do autoconhecimento e, consequentemente, na melhoria da saúde intelectual.