A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/09/2020

Na série estadunidense “Black Mirror”, o impacto da tecnologia na vida das pessoas é constantemente retratado. Diante disso, o episódio denominado “Queda Livre” ilustra uma sociedade em que a fama do indivíduo se dará por meio de sua influência no ambiente virtual. Embora fictício, o conto é um bom reflexo do estado atual da sociedade brasileira em que o uso excessivo das redes sociais tem levado ao declínio da saúde mental dos cidadãos.

Em primeiro plano, vale destacar o desamparo trazido pelo veículo virtual. Obviamente, o bombardeio constante de estilos de vida consumistas contemporâneos leva ao aumento da inferioridade. Nessa perspectiva, os sociólogos da Escola de Frankfurt acreditam que tais publicações na mídia criaram falsas demandas sobre as pessoas afetadas e tais demandas não podem ser obtidas, confirmando que o sentimento de afeto positivo afeta sua saúde mental. Segundo esse raciocínio, essa avaliação foi aprovada pelos dados do Ministério da Saúde, que mostram que a incidência de ansiedade e depressão entre os jovens que utilizam esse recurso aumentou em 70%.

Além disso, como todos sabemos, ainda existem lacunas discriminatórias na socialização na Internet. Diante disso, essa ferramenta integrada tornou-se um perigoso canal de qualidade psicossocial, e casos de preconceito e difamação têm aparecido repetidamente, mostrando os efeitos nocivos da tecnologia. Nesse sentido, por exemplo, nas Olimpíadas de Londres 2012, a brasileira Rafaela Silva perdeu a final de uma competição de judô e se tornou alvo de um insulto e de preconceito racial. Esse incidente afetou tanto os atletas que eles pensaram em desistir do sonho de encontrar o seu próprio. Portanto, é óbvio que o ambiente virtual exerce pressão sobre a vida emocional e faz com que a mente perca o equilíbrio.

Diante da situação acima, é fundamental que o Estado eduque a população sobre a maneira correta de lidar com as relações em rede. Portanto, a fim de aliviar as barreiras das redes sociais à saúde mental, o Ministério da Saúde deve cooperar com a televisão e a mídia virtual para realizar campanhas abrangentes por meio de anúncios e vigorosa divulgação na Internet para orientar os cidadãos a demonstrar seus direitos. Com isso, o país melhorará a saúde mental e eliminará as consequências do prestígio perseguido pela série norte-americana.