A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 26/09/2020

O jogo de aparências é um dos compostos das redes sociais, em consequência disso, há uma formação do hábito de culto à imagem no espaço virtual. Os responsáveis por esse comportamento são os filtros, uma forma de manipulação da fotografia, os quais auxiliam na ocultação da verdade, fato que pode gerar transtornos psicológicos. Prova desse contexto é uma matéria da revista Veja, a qual expõe que ‘‘Instagram’’ e “Snapchat’’, meios midiáticos que são pautados na postagem de fotos, são os principais causadores de ansiedade e depressão.

Primordialmente, a internet corrobora para hegemonia estética, isto é, o conceito de beleza tornou-se padronizado devido às fotos, e todos buscam o padrão. Para tal, as pessoas  utilizam os filtros na tentativa de buscar uma ‘‘perfeição’’ que se contrapõe com a realidade, por conseguinte, o bem-estar emocional é afetado. Logo, a máxima de Augusto Cury, psiquiatra brasileiro, se enquadra nas circunstâncias do mundo contemporâneo: “Temos que reconhecer humildemente: desenvolvimento tecnológico não trouxe o desenvolvimento psíquico esperado’’.

Outrossim, os conceitos de beleza ou feiura são concepções subjetivas e individuais, consoante com a filosofia. Assim sendo, fazer o uso dos filtros para adequação do belo é estar alienado da própria realidade, tais meios de manipulação são correntes que aprisionam o homem contemporâneo, de acordo com o princípio de Rosseau, filósofo iluminista francês: ‘‘O homem nasce livre, porém em toda parte encontra-se aprisionado’’. Portanto, tentar escapar da coletivização da estética é uma forma de se viver melhor.

Destarte, para mitigar esse impasse as redes sociais mais utilizadas: ‘‘Facebook’’, ‘‘Instagram’’, ‘‘Snapchat’’ e ‘‘Twitter’’ devem combater a supervalorização da imagem. Isso pode ser executado por intermédio de campanhas que mostrem diversos tipos de beleza, as publicidades deveriam ser transmitidas em grandes telões nos centros urbanos mais importantes do mundo, por exemplo: Tóquio, Nova Iorque, São Paulo, Pequim, etc. Paralelamente, os filtros deveriam se tornar uma opção paga, com o intuito de dificultar o acesso. Todo esse esforço a fim de combater a hegemonia estética, por consequência, uma queda no índice de depressão e ansiedade hodiernamente.