A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 12/11/2022

Na série de época “Anne with an E”, é contada a hostória de amigas que, após abrirem um clube do livro decidem enfrentar o pátriarcado e ingressar na faculdade, para viverem histórias tão incríveis quanto as lidas. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na série ocorre na vida de muitos, que descobrem novas possibilidades de vida por meio da leitura. Contudo, grande parte da população carceirizada não tem acesso a literatura no Brasil, fator que pode ser decisivo para sua ressocialização.

Convém ressaltar, primeiramente, que a quantidade de programas de ressocialização presentes no Brasil é muito pequena. Segundo uma pesquisa do site “em.com” existe apenas uma APAC feminina, que da estrutura cultural e educacional as presas em todo o território brasileiro. Tal situação se deve a falta de investimento público e privado na infraestrutura do sistema carcerário, que se concentra mais na repressão dos crimes do que no tratamento de criminosos como futuros cidadãos.

Ademais, cabe citar ainda que, para criminosos a antijuridicidade é ensinada como realidade e isso deve ser mudado. Segundo o educador, Paulo Freire, “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens educam entre si mediatizados pelo ambiente” A mediatização causada pelos livros na realidade dos detentos é capaz de incentivar novos meios de resolução de problemas, interações sociais e sonhos para um futuro cidadão admirável. Por tal motivo, faz-se essêncial que, ocorra o incentivo a leitura, juntamente a programas educacionais para melhorar a interpretação, a escrita ou inicía-los em uma nova profissão.

Portanto, é fundamental que a leitura seja implementada como meio de ressocialização dos detentos no Brasil. Deste modo, cabe ao governo, por meio de verbas para a segurança, promover programas de incentivo a leitura, capazes de possibilitar novas visões de mundo e ampara-las por intermédio de programas educacionais, a população carcerária, a fim de garantir uma ressocialização efetiva, onde os detentos tornem-se novamente cidadãos produtivos para a sociedade e garantindo também o direito do preso, defendidos pelo artigo 6º da constituição, o direito ao trabalho, que deve vir por meio da cultura e da educação.