A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 03/07/2022
Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de inclusão dos indíviduos e o preconceito com a mudança.
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da linguagem neutra em debate contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo de indivíduos que desejam que ela entre em uso são vítimas de discriminação constante. É indispensável que o tema seja debatido, visto que a linguagem neutra gera representatividade e bem-estar aos indivíduos, especialmente daqueles que não se enquadram nos padrões do gênero estabelecidos.
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo, é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema do debate acerca da linguagem neutra, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse sentido, a falta de uma política de um vocabulário igualitário potencializa essa chaga social. É preciso que haja uma modificação no vocabulário brasileiro, havendo a inclusão do uso dos pronomes neutros, afim de que não haja isolamento deste grupo no meio social.
Diante dos argumentos supracitados, se faz necessário que tais entraves sejam solucionados. É dever do Ministério da Educação, como instância máxima responsável pelos assuntos acerca da educação da nação, promover, por meio de verbas públicas, a realização de palestras e campanhas conscientizantes sobre a importância do uso do diálogo neutro nas mídias sociais, praças públicas e em escolas, visando alertar a sociedade os prejuízos e a invisibilidade causada pela falta do uso. É dever também do Ministério da Justiça, a criação de políticas e leis públicas que reprimam a discriminação contra os indivíduos que não se enquadram nos padrões da sociedade, além de reprimir o preconceito com a língua neutra. Assim, será feita uma reeducação sobre o tema, evitando que mais pessoas sejam afetadas.