A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 01/07/2022
A lingua é viva, muta-se, da mesma maneira que o DNA renova-se dentro de uma célula. Por isso, é árduo tentar frear seu desenvolvimento. Nesse âmbito, sabe-se que a linguagem é ampla e não limita-se apenas à escrita. Sendo assim, é possível encontrar uma comunhão entre a linguagem neutra e a norma culta da língua portuguesa no Brasil.
De fato, a lingua muda com o tempo. Nesse contexto, o linguísta Marcos Bagno exemplifica que o português brasileiro e europeu já podem ser considerados idiomas distintos por já apresentarem diferenças semânticas. Logo, percebe-se que é dificil evitar que modificações, como a linguagem neutra, surjam na língua, assim como não é possível ignorá-las.
Desse modo, é necessário que haja uma comunhão entre a norma padrão e as novas variações. Nesse cenário, Bagno comenta que os brasileiros falam bastante diferente da língua culta e que isso, linguísticamente, não é um problema, pois a mensagem passada é compreendida. Dessa maneira, é plausível usar a linguagem neutra na língua falada e escrita informal e deixar a norma culta apenas quando for extremamente necessária, como já fazem a maioria dos falantes do português brasileiro.
Portanto, palestras sobre linguística devem ser performadas por professores de língua e veiculadas em escolas e universidades, com o propósito de combater o preconceito linguístico e mostrar que não há problemas em usar a língua neutra. Assim, haverá comunhão entre a norma padrão e linguagem neutra.