A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 11/06/2022
Recentemente, aspectos sociais como raça, política e sexualidade são tópicos recorrentes em debates, assim como discussões acerca da inserção da linguagem neutra. Essa proposta foi idealizada para atender causas da comunidade LGBT, que é composta majoritariamente por jovens. O problema não é a remodelação da língua em si, mas sim fazer disso uma obrigação, fato que é defendido por muitos subgrupos do movimento LGBT.
O português, assim como todas as línguas, é fluido: se modifica naturalmente com o passar do tempo. Um exemplo disso é a expressão “Vossa mercê”, pronome de tratamento que foi alterado e resultou no “você”. Casos como esse mostram, então, que é desnecessário mudar a língua de forma brusca. Ademais, a implementação da linguagem neutra ocasiona confusão entre os falantes, principalmente os mais velhos, que têm dificuldade para se adequar às tantas mudanças que nossa sociedade sofre atualmente. Perde-se de vista, assim, o verdadeiro propósito da linguagem: a comunicação. Portanto, para evitar o desenvolvimento dessas ideias prejudiciais, são importantes a divulgação e a promoção da finalidade da língua.
Em outro prisma, a comunidade LGBT afirma que é direito de seus membros serem identificados da maneira que desejam. Essa ideia, a princípio, é plausível. Contudo, no momento em que proclamam que, para isso, é necessário que outros indivíduos modifiquem seus modos de falar, torna-se uma situação inadmissível. Afirmar isso é pressupor que o direito deles de serem chamados do jeito que desejam é maior que o direito de um outro indivíduo se expressar do modo que deseja. Ou seja, estão negando a liberdade de expressão. Essa liberdade é um dos mais importantes valores a serem internalizados por qualquer cidadão