A linguagem neutra em debate no Brasil
Enviada em 23/05/2022
Quando se trata de um assunto tão delicado como o uso do pronome neutro é preciso pensar não somente na parte ortográfica, mas também na linguagem usual. Diante da conclusão de autor desconhecido: “A artificialidade do pronome neutro, por si só, como idéia exclusiva de um grupo, e tendo pouca aceitabilidade perante a comunidade, deve, com o passar dos anos, faze-lo cair no esquecimento.”
Em primeiro plano, cabe ressaltar que o povo brasileiro não está preparado para mais uma mudança repentina na língua. Segundo Jonas Maria, criador paulista de conteúdo LGBTQI+ e graduado em letras: “Não é uma simples mudança gramatical, mas uma mudança de perspectiva.”. Sob esta lógica, tem-se em mente que a língua não é apenas um reflexo da sociedade, mas pode ser usada como meio de ações no futuro.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso é preciso que o grupo o qual se identifica com tal uso gramatical busque entender que o gênero masculino na língua portuguesa, segundo a norma culta, já abrange todos os gêneros. Com isso deveria-se encerrar este debate.