A linguagem neutra em debate no Brasil

Enviada em 02/06/2022

Derivada do latim, a língua portuguesa foi introduzida pela colonização no Brasil. Contudo, pessoas desinformadas, atualmente, tentam impor suas visões de mundo sem capilaridade, como a linguagem neutra. Nesse sentido, essa problemática é promovida pela omissão estatal e pela escassez de conhecimento.

Sob esse prisma, o descaso do poder público é um indubitável promotor do crescimento da linguagem neutra. Nessa conjuntura, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Porém, esse acordo é violado na sociedade hodierna, porque o meio regulador não oferece um aprofundado aprendizado nas escolas, como a riqueza semântica e o desenvolver do português. Assim, beócios radicalizados, isolados de temas pertinentes ao tecido social, propagam pensamentos errados sobre problemas complexos, como uma necessidade de combater supostos preconceitos presentes em um signo popular, como o idioma falado no Brasil.

Ademais, a indiligência com a realidade é uma notória promotora da linguagem neutra. Sob essa perspectiva, conforme dados do Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 35,7 por cento dos brasileiros vivem sem esgoto. Mas, sem consonância alguma com a realidade, muitos intelectuais preferem discutir assuntos supérfluos, como a alteração de uma língua com autores do nível do escritor Machado de Assis. Dessa forma, a desigualdade social é aprofundada em uma nação já tão desigual, com uma elite acadêmica enfraquecida e alheia ao seu papel de pressão a setores dominantes da comunidade, como políticos.

Portanto, é mister haver uma mitigação da proliferação da linguagem neutra no Brasil. Nessa ótica, para que haja uma aplicabilidade das ideias de Hobbes, o Ministério da Educação deve fiscalizar a função social das Universidades Públicas, por meio do debate com especialistas da área, como professores, a fim de que se tenha instituições de ensino democráticas e, consequentemente, plurais. Somado a isso, com o fito de haver um pleno debate sobre a comunicações heterodoxas, a sociedade civil deve criar campanhas de conscientização sobre a imprescindibilidade das questões fundamentais ao país, como a pobreza.