A judicialização da saúde no Brasil.
Enviada em 06/09/2020
É de conhecimento geral que a judicialização da saúde é algo que vem acontecendo com bastante frequência no Brasil. Diariamente, muitas pessoas necessitam do auxílio do sistema público de saúde, SUS, para conseguir consultas médicas, tratamentos e alguns medicamentos que têm um alto custo. Apesar de ser uma organização que promete auxiliar a todos, não é totalmente funcional, afinal, quem necessita desse recurso, acaba encontrando diversos problemas, como as longas filas de espera e a negação de alguns medicamentos essenciais para algumas doenças.
Em primeiro lugar, nota-se que portadores de doenças raras necessitam de ajuda principalmente com os altos custos dos remédios, porém, hodiernamente o número de notícias relatando essa precariedade vem crescendo cada vez mais. Esse problema vai além da falta de dinheiro, é um problema estrutural, já que pedidos que demoram para chegar estão feitos de forma desordenada, fazendo com que alguns recebam e outro não, descumprindo algo previsto na declaração dos Direitos Humanos, que diz que todos nascem iguais em dignidade e direito, algo que na prática não funciona
Em segundo lugar, é perceptível a insatisfação da população, já que quando buscam a rede pública para receber assistência médica ou algum benefício se deparam com meses de espera, ou seja, uma enfermidade que seria simples de resolver, pode evoluir para algo muito mais letal. Sendo assim, a sociedade começa a lutar em busca de seus direitos, afinal, segundo Oscar Wilde “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.”
Em virtude dos fatos apresentados, é mister que o Governo Federal e o Ministério da Saúde busquem se preparar melhor em relação aos seus compromissos com a sociedade, por meio de divisões econômicas melhores, gerenciem melhor os hospitais públicos e também cuidem da gestão dos pedidos, para que assim ninguém fique sem os medicamentos necessários para o tratamento, e tenham uma melhor qualidade de vida.