A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 23/09/2021
O poeta Sir Arthur Conan Doyle afirmava que “é um erro terrível teorizar antes de termos informação”. Analisando o pensamento o relacionando-o com a realidade brasileira, pode-se perceber que há uma discrepância no que se refere a disponibilidade de informação na internet e a capacidade de reflexão do cidadadão brasileiro. Desse modo, podemos apontar dois principais fatores para essa situação: a polarização de ideias por parte de algoritmos controladores de conteúdo e a divulgação de notícias falsas ou adulteradas na internet.
Em primeira análise, deve-se levar em conta como as redes sociais moldam o pensamento do cidadão comum. Como já confirmou o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, a ferramenta dispõe de algoritmos e roteiros que fazem com que pesquisas feitas no navegador influenciem as propagandas e os tópicos que são apresentados ao internauta. Esses programas fazem com que seja criada uma bolha de opiniões e informações que desincentivam o usuário a pesquisar mais a fundo e diminuem o leque de pontos de vista disponíveis.
Nesse prisma, torna-se importante realçar a problemática da divulgação de notícias falsas na internet. Pode-se, então, tomar como base a citação do Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, na qual afirma que “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”. A frase confirma que a disseminação de informações errôneas na internet leva ao quadro de ignorância por parte da população, que a toma como fato e continua espalhando-a sem checar sua veracidade.
Assim, faz-se mister que sejam instaladas políticas que incentivem o debate e o raciocínio lógico para restaurar a capacidade de reflexão da população brasileira. Essa ação deve ser conduzida, principalmente, nas escolas, com a ajuda do Ministério da Educação, por meio de seminários socráticos, pesquisas e discussões sobre temas contemporâneos, incluindo o ponto de vista dos alunos.