A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 31/08/2021
Desde o advento da internet, em 1969, a disseminação e o acesso à informação têm se expandido exponencialmente. Apesar disso, a capacidade de reflexão por parte dos internautas tem se reduzido de forma inversamente proporcional ao desenvolvimento da internet. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para preservar a capacidade reflexiva e a capacidade de concentração dos usuários.
Nesse sentido, o documentário “O Dilema das Redes” denuncia as técnicas que a indústria da internet tem desenvolvido para construir hábitos nos usuários e torná-los cada vez mais dependentes dela. Essa questão é percebida, por exemplo, no aumento da quantidade de horas que o indivíduo comum passa em dispositivos eletrônicos durante o dia. Com a facilidade de acesso à informação, qualquer dúvida que surge no pensamento de pessoa exige menos reflexão, pois pode ser sanada em questão de segundos com uma pesquisa na internet, criando um ciclo vicioso que a leva a repetir essas ações toda vez que uma questão digna de reflexão surgir. Quanto mais a indústria da internet desenvolver seus mecanismos para tornar o usuário dependente dela, mais fragilizado será o pensamento reflexivo.
Além disso, o avanço da internet é nocivo à capacidade de concentração dos usuários, fato que prejudica ainda mais a capacidade reflexiva. Segundo estudos de pesquisadores da University College of London, a internet oferece um consumo “picado” de informações, remodelando a mente do usuário, prejudicando a linearidade dos pensamentos e a concentração. Essa conclusão se mostra ainda mais danosa tendo em vista que o acesso à internet tem aumentado de forma desenfreada, intensificando mais ainda o processo citado no estudo. Assim, a manutenção desse cenário representa um grave retrocesso e um grande obstáculo para o desenvolvimento da sociedade moderna.
É urgente, portanto, que o enfraquecimento do pensamento reflexivo deixe de ser realidade no mundo. Nesse sentido, a Organização Mundial de Saúde deve conscientizar a população acerca dos pontos negativos do uso indiscriminado da internet, por meio de campanhas públicas, como por intermédio da publicação de artigos e anúncios na própria internet, a fim de reduzir os danos já causados à sociedade e estimular o pensamento reflexivo.