A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 14/08/2021

“A tecnologia move o mundo”. A frase dita por Steve Jobs, faz referência à crescente evolução e uso das tecnologias. E de fato, a população mundial está cada vez mais conectada, sendo possivel contactar alguém do outro lado do globo, com apenas um “click” do mouse. Porém, apesar das facilidades concedidas pelo acesso à internet, muitos usuários se tornam dependentes das redes. Isso se dá, principalmente, à alta exposição de informações oferecida; falta de campanhas contra o uso excessivo de internet, criadas pelo Estado; além do não acompanhamento dos filhos por parte dos pais, ocasionando em sérios problemas para aqueles que fazem uso das redes.

Primeiramente, deve-se frisar que, muitas crianças e adolescentes, atualmente, se encontram em uma espécie de “dependência digital”, e de acordo com estudos da USP, cerca de 20% desses jovens, se encontram em dependência grave, passando a maior parte do seu dia conectado à internet. O uso excessivo da internet, por parte dos jovens, se dá principalmente devido à falta de acompanhamento dos pais, que muitas vezes, estão ausentes de casa.

Todavia, o vício não se encontra apenas na camada mais jovem da sociedade, pois, muitos adultos, também se encontram em estado de dependência. Segundo o Neurocientista e psicólogo catarinense, Eslen Delanogare, o vício em internet, é causado pela alta exposição à informações para o cérebro, no qual se acostuma com o fluxo constante de estímulos, e quando se encontra em um momento de ócio, a mente entra em um estado de abstinência, causando principalmente irritabilidade e tristeza.

Ademais, outro importante fator a ser considerado, é a falta de campanhas por parte do Estado. Quando utilizada sem nenhum tipo de prudência, a internet se torna um vício, que pode acarretar em  outros problemas, tais como: obesidade, isolamento social, transtornos mentais, e insônia. Tendo isso em vista, o alto número de usuários viciados, pode acarretar em um sério problema de saúde pública.

Logo, a partir dos fatos anteriormente citados, fica clara a necessidade de medidas para reverter essa situação. É necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com profissionais da saúde mental e empresas vinculadas às redes sociais, crie campanhas em mídias de maior acesso, tais como: internet, TV e rádio, apresentando os perigos do uso excessivo das tecnologias e orientando melhor como policiar o seu uso. Além disso, o governo Federal, com a ajuda de profissionais “freelancer” de programação, crie aplicativos para celular, com o intuíto de auxiliar o usuário, que já possui o vício, a controlar o uso diário de internet, selecionando o período no qual quer fazer o uso, além de mostrar o seu progresso. Desta maneira, será possivel convivermos com a tecnologia, de maneira mais saudável.