A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 03/06/2020
A internet mudou a dinâmica da sociedade considerando o acesso fácil a informações novas, e possibilitou mudanças profundas no modo de viver enquanto permitiu que novas experiências, profissões e problemas surgissem. Dentre esses problemas, podemos destacar a overdose informações que culminaram no surgimento do FOMO (Fear of missing out, ou medo de ficar por fora em tradução livre)
Muitos internautas adquiriram a FOMO em cima de outros transtornos e ansiedades que são intensificados por causa das mídias digitais. A neurose de estar sempre atualizado nas notícias, publicações de amigos e outras coisas deixam o vício em aparelhos móveis cada vez mais incorporado na sociedade e tornam a psicologia humana do século 21 cada vez mais complexa.
Empresas detentoras das principais plataformas, como Apple, Microsoft e Google, introduziram ferramentas em seus sistemas para melhorar a saúde do usuário ao fornecer informações e configurações que limitam e ajudam a entender o uso de aparelhos como celulares e computadores. Essas ferramentas podem ser muito úteis, mas poucos usuários sequer sabem de sua existência e é fácil desativar qualquer limitação para voltar a navegar o ‘feed’ do Instagram.
Vários consórcios de interesses comuns existem com empresas da era digital, e é de interesse público determinar um padrão em essas ferramentas de tempo de uso e limitador de recursos para ajudar na saúde mental e física dos usuários, sem nunca deixar de lado funções essenciais de comunicação como o telefone. Assim, a saúde mental global agradeceria muito e muitas inovações poderiam surgir desse pouco tempo a mais que a humanidade ganharia longe das telas.
Um padrão nas ferramentas limitadoras de recursos e tempo de uso baseadas em conselhos técnicos de profissionais da saúde e biologia, em especial a psicologia, pode auxiliar a humanidade como um todo a caminhar para um maior tempo de reflexão e tempo de qualidade com seus familiares e amigos.