A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 02/06/2020
Na produção cinematográfica “Modo Avião”, Ana é uma moça deslumbrada pelo mundo virtual. Esse deslumbramento, porém, torna-se nocivo quando a jovem começa a ignorar os avisos de seus pais e causar diversos acidentes de trânsito. Análogo a essa ficção, conclui-se que, embora a internet tenha expandido a divulgação das informações, ela limitou a capacidade reflexiva da população. Nesse sentido, a internet é prejudicial, já que contribui para o desinteresse pela busca de conhecimento e na propagação das notícias falsas.
Em primeira análise, a facilidade de pesquisa, na internet, tem gerado uma zona de conforto alarmante. Segundo o site G1, em 2012, 3 a cada 4 pessoas não frequentavam uma biblioteca, no Brasil. Ou seja, atualmente, a complexidade dos livros cede espaço para a clareza dos celulares, de modo que quando se concebe uma informação de maneira muito simplória, as chances de reflexão, sobre determinado assunto, se reduzem drasticamente.
De fato, a agilidade da internet tem facilitado a divulgação das informações, mas essa agilidade nem sempre é sinônimo autenticidade, visto que muitas informações não têm, sequer, comprovação confiável. De acordo com o historiador Leandro Karnal, a internet é como uma enxada, que pode ser utilizada para plantar ou matar. Logo, a disseminação de falsas notícias, aliada à incapacidade de reflexão, pode induzir, parcela da população, ao erro.
À luz dos fatos abordados, faz se necessário a tomada de algumas medidas que visem sanar tal problemática. Portanto, o Ministério da Educação deve viabilizar, por meios de verbas públicas, campanhas midiáticas que incentivem as idas regulares às bibliotecas e deve, também, criar um programa que induza os cidadãos a escreveram reflexões sobre temas pertinentes, com supervisão de professores qualificados. O Ministério da Segurança deve contratar técnicos especializados em informática para verificarem a veracidade das informações.