A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 15/03/2020

De acordo com a Constituição de 1988, todo cidadão tem o direito de expressar os seus pensamentos sobre qualquer tema, pressuposto básico da vida democrática. Entretanto, com a manipulação de dados e a forte influência que a internet tem sobre a vida das pessoas, a formação crítica se tornou uma opinião formada.

A priori, sempre fomos influenciados. Na idade média a persuasão vinha do Clero, atualmente ela vem das redes sociais através da manipulação de dados. Se o internauta pesquisa sobre um certo assunto, as publicações seguintes serão somente sobre aquilo e provavelmente estarão cheias de fake news, direcionando o pensamento do leitor a uma abordagem bruta, restringindo a capacidade de reflexão do próprio.

A posteriori, no livro “Teoria Mimética” o autor expõe que, de forma natural,  as pessoas têm tendência a imitar aquilo que chama a atenção. Atualmente existe a profissão de Influenciador Digital, que induz as pessoas ao mimetismo. Um exemplo prático é o programa Big Brother Brasil, onde os telespectadores escolhem quem fica na casa, porém, nas redes sociais, páginas de fofoca e celebridades apontam quem deve sair, muitas vezes alterando o pensamento do público.

Portanto, apesar de ter seu lado bom, a internet também se destaca ao inibir a reflexão das pessoas. Para que a Constituição seja válida, é necessário o estado intervir, alertando a população a respeito de fake news e mostrando em comerciais e nos jornais de televisão opiniões diversas sobre determinados temas, levando o cidadão a pensamentos distintos até que ele consiga ter a própria opinião.

Conclusão: eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo