A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 15/03/2020
O Filme “Matrix” retrata o cenário de um mundo alternativo onde os seres humanos são submissos a um sistema inteligente e artificial, o qual manipula a mente dos mesmos criando a ilusão de um mundo real. Fora do conto fictício, os indivíduos situados na atualidade, não se detêm distante de tal cenário. Visto que, defronte à praticidade ao acesso de múltiplos serviços proporcionados pela internet, os mesmos são levados ao comodismo. Neste contexto, impasses como a restrição de pensamentos e a superficialidade de informações são evidentes.
Primordialmente, é válido ressaltar que a medida em que as vastas referências contidas nas redes interligadas, outorgam a otimização do tempo, desencadeiam no indivíduo a alta comodidade em recorrer a respostas imediatas. Uma vez que, todas as informações e respostas sobre determinado assunto encontram-se de forma concreta em suas mãos. Nesse âmbito, o mesmos torna-se isento de refletir e reformular respostas até mesmo para simples questionamentos inerentes.
Atualmente, cerca de 51% da população mundial faz uso da internet. O que possibilitaria a hipótese de que a sociedade encontra-se de certo modo mais advertida do que nunca. Entretanto, parte do conteúdo versado é absorvido de forma superficial, de maneira a qual os indivíduos tomam para si aquilo que ali está explícito. Nesse quadro, é evidente o desleixo dos mesmos quanto ao ato de reflexão e busca de conhecimento sobre a veracidade de determinados conteúdos, afim de se posicionar de forma crítica diante os mesmos.
Em virtude dos aspectos analisados, é necessária uma ação mais efetiva do Governo em relação ao Ministério de Educação, na formação e aplicação de professores qualificados no ramo da filosofia em todo âmbito escolar. Portando a mesma como uma matéria fundamental e, tendo como resultado através desta nova perspectiva, o desenvolvimento de pensamento crítico no corpo discente. Visto que, a escola além da formação de alunos, também é responsável pelo desenvolvimento de cidadãos inalienados.