A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 11/03/2020

A liberdade é um direito garantido na Constituição Federal de 1.988 do Brasil. No entanto, com o surgimento da internet, suas tecnologias, novos aparelhos e seu grande alcance no país, esse direito corre sério risco. Nesse contexto, é necessário analisar o impacto que essa nova realidade traz à liberdade de escolha dos cidadãos e à democracia nacional, levando-se em consideração o seu crescimento e aceitação pela população.

Primeiramente, é importante salientar que o consumo de equipamentos conectados em “rede” está em constante crescimento. Nesse viés, recente levantamento do I.B.G.E aponta que mais de 70% dos brasileiros fazem uso diário desses aparelhos, deixando claro a força penetração dessa atividade no país. Logo, se o uso dessa tecnologia gera riscos à liberdade de todos os seus usuários, o país deve, urgentemente, se atentar a este problema.

Por conseguinte, vale problematizar a ideia de que a internet aumentou a capacidade de alcance das informações; toda via, como é estruturada em algoritmos capazes de coletar informações dos usuários e direcionar as suas escolhas, criou-se um ambiente onde a liberdade de reflexão e a democracia corre sério risco. Pois, se a escolha de uma pessoa é direcionada por um sistema sem que ela saiba, torna-se, assim, prisioneira do equipamento que ela consome.

Por fim, com o objetivo de atacar o problema em busca da solução, faz-se necessário que o Congresso Nacional formule regras, por meio de leis, que protejam os usuários da “rede” e seus equipamentos, obrigando que as empresas do ramo informem seus clientes sobre o funcionamento dos algoritmos e o poder que eles possuem. Assim, os brasileiros, internautas, terão informações suficientes para agir de forma livre, como defende a “Lei Maior” de 1.988.