A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 11/03/2020
A obra cinematográfica “Confiar”, de 2010, relata a história de Anne, uma adolescente que ganha um computador de aniversário, por onde inicia um relacionamento virtual com Charlie. Entretanto, após eles se encontrarem, o romance toma um rumo completamente oposto, pois a jovem descobre que seu parceiro virtual não é aquele que dizia ser e esse momento irá marcar sua vida e de todos ao seu redor, para sempre. Concomitante a isso, os perigos ofertados pela internet são reais e tal desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), quanto aos direitos que asseguram o bem estar e a qualidade de vida da pessoa humana, dentre eles, o acesso a rede, posto sua amplitude na produção, distribuição e uso da informação e comunicação pelo mundo. Segundo dados divulgados pela OEA (Organização dos Estados Americanos), os principais alvos da web são os jovens e crianças, vítimas de abuso e exploração sexual, cyberbullying, publicação de informações pessoais e outras formas mais de violação.
Faz-se mister, ainda, salientar os obstáculos que agravam a situação, tais como as mazelas perceptivas quanto as atribulações online, pelos usuários ou responsáveis dos navegadores. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, autor de “Modernidade Líquida”, as redes sociais são verdadeiras armadilhas contemporâneas, oferecendo serviços e atrações prazerosas aos indivíduos, mas o tornando recluso e apático perante a sociedade, sintoma característico da enfermidade das relações humanas atuais, que encontra-se mergulhada pelo individualismo.
Portanto, são necessárias medidas para contornar o cenário. Urge que o Ministério da Cidadania, juntamente com o setor midiático, através de propagandas e campanhas no âmbito virtual, voltadas aos usuários da rede, conscientize e alerte as pessoas quanto aos cibercrimes e as demais consequências do advento da internet, além de meios para denúncia e prevenção sobre os mesmos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, promover debates e convenções nas escolas, por profissionais capacitados, aos alunos e responsáveis, na identificação e orientação sobre os perigos online. Dessa forma, a sociedade pode caminhar rumo a superação de tal adversidade.