A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 15/03/2020

Com o advento da terceira Revolução Industrial, iniciada na década de 1970, no Vale do Silício, nos EUA, a globalização começou a se expandir de tal forma, que mudou completamente a maneira como a humanidade se relaciona. Ademais, a difusão da internet facilitou o acesso à informação, mas restringiu a capacidade de reflexão das pessoas, desencadeando problemas pessoais como déficit de atenção e até mesmo sociais, como a disseminação de fake news. Por consequência, é necessário analisar e discutir tais fatores, a fim de que essas problemáticas sejam resolvidas.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que nunca estivemos com acesso a tantas informações em tempo real, e com tanta facilidade de encontrá-las como hoje. Entretanto, tal facilidade faz com que muitos cidadãos, principalmente jovens, desenvolvam o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), o que compromete não apenas sua saúde, como também sua vida estudantil/profissional. Segundo estudo feito pela Universidade do Sul da Califórnia com 2587 jovens entre 15 e 16 anos que não apresentavam sintomas ou diagnóstico do TDAH, 24.6% dos estudantes que relataram usar a internet, games e mídias sociais, com frequência ou não, desenvolveram sintomas de TDAH. Naturalmente, esse é um número alto, alarmante e preocupante.

Outrossim, além de possibilitar o desenvolvimento do déficit de atenção, o quadro das fake news é outra situação real e perigosa, causada pela internet e a restrição da capacidade de reflexão que ela provoca. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” Essa frase é de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, e pode ser encaixada no contexto hodierno das fake news. Nesse sentido, pessoas bombardeadas de notícias e informações por todos os lados, acabam seguindo o “efeito manada”, e compartilham muitas coisas apenas porque muita gente já fez isso antes, esquecendo de verificar a veracidade do conteúdo, colocando assim carreiras, reputações e em alguns casos até vidas em risco.

Fica claro, portanto, que mesmo que tenha facilitado o acesso à informação, a internet restringiu bastante a capacidade de reflexão de grande parte da população. Por isso, é mister que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, realize palestras e seminários nas escolas e faculdades. Tais palestras devem ser realizadas por profissionais como psicólogos e assistentes sociais, para alunos e ampliando até aos seus pais, e devem explicar a importância do foco no que é essencial no mundo online, pra não ter transtornos como déficit de atenção e também falar sobre a importância de procurar saber a veracidade sobre tudo que compartilha, pra não divulgar fake news. Dessa forma, caminharemos rumo a uma sociedade conectada, mas focada e com capacidade de reflexão.