A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 10/03/2020
Nas últimas décadas, com a ampliação do acesso a rede, muitas informações cruzam países e continentes sem restrições. Isso advém, antes de tudo, da abertura e facilidade que os usuários encontram para divulgar e compartilhar informações. No entanto, decorrente da falta de conscientização e instrução, utilizadores vem se abstendo de expor pensamentos autorais sobre determinados temas, e optados por reproduzir idéias prontas, limitando, assim, o conhecimento.
Em primeira análise, partindo do quesito informacional, é inegável o caráter democrático da internet, visto que as informações chegam sem limitações à sociedade. Porém, devido a facilidade do acesso informacional, usuários, principalmente jovens, tem tornado esse meio um antro de reprodução de opiniões formadas, sem o viés de autoria necessário. Isso decorre da má instrução que esses jovens recebem quanto ao uso da rede e das consequências sociais que isso pode acarretar.
Ademais, referenciando o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a sociedade convive baseado em relações líquidas, que se inclinam para a rapidez, trivialidade e objetividade. Associado a isso, tem-se a divisão de grupos sociais por idades, que, também, permeia ao ambiente virtual, distanciando, dessa forma, jovens e adultos. Assim, a não instigação da capacidade reflexiva dessas mentes jovens, comprometem diretamente a expansão e produção do conhecimento.
Portanto, faz-se necessário a intervenção do Ministério da Educação, com o incremento da educação virtual, na matriz curricular da educação básica brasileira, por meio de decretos-lei. Além disso, de competência do Ministério da Cultura, a divulgação em produções cinematográficas e programas de horários nobres, a importância de conscientização dos pais aos jovens, sobre o uso da rede. Dessa forma, O Governo e a Sociedade selam o futuro da produção do conhecimento brasileiro.