A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 13/03/2020
A busca pela criticidade populacional em massas alienadas.
No século XXI, com o constante desenvolvimento tecnológico e informacional presente no mundo, a dependência do uso da internet para comunicação e informação nunca esteve tão clara. O acesso aos dados móveis tornou-se algo essencial entre a sociedade, possibilitando vastas maneiras detentoras de desenvolvimento educacional e informacional. Porém, com o atual uso excessivo de tal rede, inúmeros problemas psicológicos e intelectuais, como a ansiedade e alienação, passaram a surgir com frequência nas sociedades em âmbito mundial.
Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE em 2020, cerca de 70% da população brasileira possui acesso à internet, passando aproximadamente 4 horas diárias em redes sociais, as quais atualmente são grandes disseminadoras de informações falsas, assim como detentoras da alienação, em que, pela grande facilidade de informações instantâneas, os indivíduos não buscam reflexões ou criticidade acerca da recepção informacional.
Paralelo a isso, no contexto do Brasil como país emergente, as instituições educacionais ainda não possuem eficácia na busca pela reflexão de seus cidadãos, eliminando e restringindo, aos poucos, matérias relacionadas a procura de um senso crítico, como filosofia e sociologia, criando, portanto, grandes massas de indivíduos receptoras de alienação, a qual é gerada, majoritariamente, a partir de redes de entretenimento, como as mídias e redes sociais.
Com isso, pode-se concluir que a internet é uma grande detentora de informação, ao passo que também é responsável pela atual sociedade alienada. Assim, cabe ao Governo Federal estabelecer medidas de modo a alterar a Base Comum Curricular, aumentando a carga horária semanal de matérias que desenvolvam a criticidade populacional nas instituições de ensino, além de promover debates e palestras, dentro das salas de aula, quanto a um uso adequado e reflexivo frente ao grande uso tecnológico e informacional.