A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 14/03/2020
A revolução técnico-científico-informacional proporcionou uma disseminação massiva da informação por meio da internet. Entretanto, a disponibilidade e o consumo é tanto que não tempo para reflexão, tendo em vista que o conhecimento também se transformou em um produto do capitalismo. Logo, é irrefutável a necessidade de subverter tal situação, tanto por instituir padrões sociais, quanto por prejudicar a qualidade de vida das pessoas.
No que concerne ao primeiro ponto, vale salientar que os indivíduos se tornam cada vez mais previsíveis ao passo que não interpretam as informações que absorvem. Nessa perspectiva, o filósofo da Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse, argumenta que os meios de comunicação, dentre eles a internet, padronizam o pensamento em razão da ausência da reflexão social. Desse modo, a sociedade se torna passível de manipulação, sendo induzida a comportamentos consumistas que superam as necessidades humanas.
A respeito do segundo dado, é importante ressaltar que a internet é um mundo obscuro e que carece de cuidados em seu uso. Afinal, o anseio pelo consumo de um produto, serviço ou conhecimento que a rede mundial oferece, expõe o usuário ao ataque de hackers ou programas mal intencionados. Por isso, a falta de senso crítico ao navegar pelas páginas da internet pode promover problemas financeiros e psicológicos aos seus utilizadores.
Em virtude disso, medidas são indispensáveis para sobrepujar tal cenário. Para isso, o Ministério da Educação deve inserir na Base Nacional Comum Curricular conhecimentos relacionados a segurança na internet. Ademais, as escolas por todo o país devem tratar esse tema de modo transversal as disciplinas, como em história e geografia, relacionando com conceitos capitalistas e geopolíticos. Desse modo, as sociedade irá desenvolver, paulatinamente, uma maior atenção para lidar com os perigos da internet.