A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão

Enviada em 09/03/2020

O século XIX foi palco para uma das maiores transformações da contemporaneidade, haja vista a gradual entrada da Era Técnico-Cientifico-Informacional que abalou a base socioeconômica vigente.  Da globalização ao acesso as informações são decorrentes de tais mudanças, imprescindíveis para a construção da sociedade hodierna. Contudo, o desenvolvimento de tecnologias e suas finalidades afetaram profundamente a relação dos homens entre si e com o meio. Em suma, reaver a postura social diante de tais inovações é intrínseca a manutenção da harmonia.

Com isso, é indubitável entender que a relação do ser humano com a tecnologia é fruto de um processo histórico e cada vez mais torna-se interdependentes. Sem dúvidas, a internet revolucionou a comunicação em escala global, uma vez que encurtou relativamente as distâncias métricas, confirmando o que Steve Jobs afirma: “A tecnologia move o mundo”. Além disso, a era informacional não só facilitou a comunicação mas também modificou a disseminação de conteúdo e o acesso. Evidencia-se, então, a humanidade e o mundo nunca estiveram tão integrados.

Todavia, paralelamente a isso, a tecnologia é sem duvidas uma ponte para a comodidade humana. Dessa maneira, o conforto oferecido pelas máquinas modernas tem seu custo humano, na qual quanto mais dependente desses recursos, menor o esforço gasto para realizar as atividades cotidianas, seja no campo intelectual, seja no campo físico, ratificando o pensamento e Albert Einstein: “a tecnologia ultrapassou a humanidade”. Ademais, os impactos sociais derivados da internet tem seu espectro consolidado, tendo em vista a velocidade de propagação e disseminação de discursos de natureza e sem comprometimento com a verdade. Assim, mostra-se, ritmo acelerado de submissão que o homem assumiu perante a máquina.

Tal realidade, em outros tempos, era diferente. O alcance do conhecimento era limitado a uma pequena e abastada parcela da sociedade. Hoje, esse conteúdo é amplamente dispersado socialmente, ora pelas mídias sociais, ora pelos veículos de comunicação. No futuro, a tendencia é a de que sejamos cada vez mais bombardeados por tais conteúdos.

Diante do exposto, portanto, é necessária uma uma intervenção estatal, aliada ao MEC, para inserir a grade curricular, a nível médio, disciplinas com o enfoque no debate e discussão de temáticas atuais e sociais, fomentando assim, um senso de criticidade aos jovens. A sociedade, por sua vez, deve atuar ativamente na conscientização sobre o mau uso dessas ferramentas virtuais, através de conversas em espaços públicos. Também, cabe ao cidadão ter a consciência de que é autor e vítima da história. Assim, não seria necessário romper a coesão promovida pela tecnologia frente as adversidades sociais.