A internet facilitou a informação, mas restringiu a capacidade de reflexão
Enviada em 13/03/2020
Um dos temas mais discutidos sobre a sociedade atualmente é como ela se comporta perante a grande disponibilidade de informações, sendo de qualidade ou não. A internet se tornou o principal meio de comunicação do século XXI, pois é um espaço amplo que permite variados tipos de pesquisas fazendo com que as pessoas fiquem constantemente expostas à informações de âmbito internacional graças à sua velocidade de transmissão.
Informação sempre é necessária para o desenvolvimento do conhecimento de mundo e do cenário global vigente, porém em excesso pode acarretar diversos distúrbios psicológicos e até mesmo a necessidade de consumir conteúdo. Sem dúvidas a informação tornou-se mais acessível, contudo nem todas as pessoas são capazes de consumi-la de maneira correta e acabam espalhando as chamadas “fake news” que são notícias sem embasamento científico e de origem duvidosa. O fácil acesso à informação ajudou os cidadãos a pouparem tempo em que, grande parte das pessoas, se esqueceram de como é pensar e refletir sozinho por conta do consumismo, em excesso, de informação, que muitas vezes é capaz de influenciar opiniões. Como já dizia a filósofa contemporânea Hannah Arendt: “Pessoas que são incapazes de pensar estão mais suscetíveis a cair em mãos de um governo aproveitador.
De antemão, todo tipo de informação deve ser pesquisada e apenas compartilhada se houver uma origem confiável e que fale com propriedade comprovada sobre o assunto abordado. Deveria ser adotado como uma prática diária as pessoas separarem alguns momentos do dia para ficarem distantes das redes, como tentativa de prevenção a transtornos de ansiedade provocados pelo consumo excessivo das mesmas. Por fim, deveriam ser feitas intervenções pelo governo em prol da independência intelectual de cada indivíduo à partir do estimulo de leituras diversas com conteúdo informativo, educacional e científico.