A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 08/08/2025

Com a ascensão das redes sociais, como o Twitter (atualmente X), a internet se consolidou como espaço de expressão e conexão. No entanto, esse ambiente também tem se tornado palco de discursos de ódio e práticas como o cyberbullying. Como alertava o filósofo Zygmunt Bauman, vivemos em uma “modernidade líquida”, onde relações são frágeis e a responsabilidade pelos próprios atos se dissolve. Nesse contexto, é urgente discutir o impacto desses crimes no ambiente digital.

Dados da SaferNet Brasil apontam que denúncias de cyberbullying e discurso de ódio cresceram mais de 40% entre 2020 e 2023, refletindo o uso irresponsável das redes. Plataformas como o Twitter, por sua dinâmica de curtidas e compartilhamentos, frequentemente amplificam mensagens agressivas, fazendo com que falas preconceituosas ganhem grande visibilidade. Esse cenário escancara a falta de fiscalização efetiva e de políticas claras contra condutas abusivas online, contribuindo para um ambiente de impunidade e medo.

Além disso, é preciso considerar os impactos psicológicos desses crimes. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que o cyberbullying está diretamente ligado ao aumento de casos de depressão e ansiedade entre adolescentes. A internet, que deveria ser uma ferramenta de inclusão, acaba se transformando em um espaço de exclusão e sofrimento. Como dizia Hannah Arendt, “o mal pode ser banal”, e na rede ele se banaliza por meio da repetição e da omissão diante da violência alheia.

Diante disso, cabe as governo federal, por meio do Ministério da Justiça, investir na criação de leis mais rigorosas e específicas para crimes virtuais, garantindo punições proporcionais aos agressores. As plataformas digitais, como o X/Twitter, devem melhorar seus sistemas de moderação, utilizando inteligência artificial para identificar e excluir conteúdos ofensivos. Além disso, as escolas, em parceria com psicólogos e ONGs, devem promover palestras e projetos de educação digital desde o ensino fundamental, para formar cidadãos mais conscientes. Assim, será possível tornar a internet um espaço mais seguro e respeitoso para todos.