A internet como vilã: crimes de ódio e cyberbullying na rede

Enviada em 08/08/2025

A internet, nos dias atuais, se tornou um dos principais meios de comunicação e até mesmo uma oportunidade de obter ciclos de relacionamentos em geral, principalmente pelas redes sociais. Entretanto, sua popularização também abriu espaço para o crescimento de crimes de ódio e práticas como o cyberbullying, que ferem a dignidade humana e ameaçam o convívio social. Esse cenário revela a urgência de refletir sobre os impactos da violência virtual e de buscar formas efetivas de prevenção e combate.

Na série 13 Reasons Why (Netflix), a protagonista Hannah Baker sofre com assédio moral e exposição humilhante nas redes sociais, o que contribui para sua depressão e posterior suicídio. Fora da ficção, situações semelhantes acontecem diariamente, sendo agravadas pelos conteúdos ofensivos compartilhados online. De forma clara, isso exemplifica como o cyberbullying pode provocar danos graves à saúde mental. Nesse cenário, evidencia-se a necessidade de ações que limitem a propagação dessas mensagens e garantam apoio às vítimas.

Além disso, a filósofa Hannah Arendt, ao discutir sobre a “banalidade do mal”, conceituou afirmando: “O mal prospera quando as pessoas se recusam a pensar e a agir.” Isso faz refletir sobre a omissão diante de crimes virtuais e de ódio, nos quais indivíduos se conformam em se silenciar nessas ocasiões ou até mesmo praticar essas ofensas, por normalizarem essa violência. Esse comportamento, aliado à falta de fiscalização efetiva nas plataformas digitais, contribui para que ambientes virtuais se tornem propícios ao ódio e à intolerância.

Portanto, para mitigar esse problema, é necessário que o Ministério da Justiça, em parceria com empresas de tecnologia, desenvolva mecanismos de monitoramento e denúncia mais ágeis, com punições proporcionais aos agressores. Paralelamente, escolas e ONGs devem promover campanhas educativas sobre empatia digital e consequências jurídicas da violência online, utilizando mídias sociais para alcançar adolescentes e jovens. Dessa forma, será possível transformar a internet de um espaço de hostilidade para um ambiente mais seguro e respeitoso.