A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 15/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento judicial mais importante do país, prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal premissa não tem se ratificado na prática, quando se observa a pouca democratização do conhecimento pela internet, reprimindo, deste modo, a universalização desse direito. Dessa forma, é cabível analisar a insuficiência estatal e a desigualdade social, como potencializadores da problemática
Primeiramente, é fulcral pontuar a insuficiência estatal como inibidor da progressão do conhecimento por meio das redes digitais. Nesse viés, a capitalização do acesso educacional impede que uma parcela da população conheça, em que muitos estudantes da elite são mais suscetíveis a saberem, por deterem maior conhecimento devido aos meios econômicos e sociais. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, porque o Estado descumpre sua função de garantir que os naturais gozem de direitos indispensáveis, o que, infelizmente, é evidente no país.
Além disso, vale ressaltar a desigualdade social como promotora do entrave. Segundo o sociólogo Karl Marx, a história da sociedade é pautada na luta de classes. Nesse sentido, a educação nacional, inclusive na internet, não é disseminada a todos, isso se destaca pela causa econômica ou inacessibilidade, porque, apesar de ser um direito, é inviável para muitos e centraliza o poder para poucos. Nessa perspectiva, torna-se inadmissível que esse cenário continue.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto com a mídia digital, deve alterar essa situação, por meio da estimulação da dispersão do conhecimento gratuito - apresentação de fontes confiáveis e sucintas, além disso, promova campanhas para o barateamento de cursos intensivos EaD (Ensino a distância) para intensificar a inclusão de boa parte da população. Assim, espera-se fomentar uma sociedade com conhecimento de qualidade e democratizado a todos.