A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 13/01/2021
Sob a perspectiva de uma Revolução Tecno -Centífica -Informacional, vive-se o auge da evolução humana em sua relação com a tecnologia, em que se destaca a ascenção da inteligência artificial e da imersão digital, a qual simplificou a disseminação do conhecimento. Todavia, o avanço não atinge todos os brasileiros, sobretudo os menos favorecidos. Nesse contexto, urge a análise dos aspectos relacionados à essa problemática, como a desigualdade social e a falta da cultura de autoaprendizagem.
A princípio, é lícito destacar que a disparidade social impede que a tecnologia tranforme o sistema educacional. Conforme Ariano Suassuna, a injustiça secular dilacerou o Brasil em dois: o dos privilegiados e o dos despossuídos. Sob essa ótica, vale citar o município de Melgaço, no Pará, em que as pessoas lidam com a escassez de recusos básicos, pois a cidade paraense possui o menor PIB do país, segundo dados do IBGE. É notório, diante disso, que enquanto as condições mínimas de sobrevivência forem privilégio de uns - e não direito de todos - a democratização do conhecimento pela internet será inviável.
Ademais, é pertinente apontar a passividade nos estudos como entrave para a mudança desse panorama. Nesse sentido, é oportuno mencionar a série catalã Merlí, em que um docente motiva os discentes a questionar tudo. Fora da ficção, entretanto, o sistema educacional vigente é inspirado no modelo Iluminista, o qual pregra submissão intelectual do estudante ao mestre, que é o detentor do conhecimento. Dessa maneira, é indubitável que esse cenário interfere na prática autodidata e impede que as pessoas explorem as ferramentas para adquirir aprendizado.
Por fim, caminhos devem ser abordados para alterar esse quadro desagregador. Logo, cabe ao Ministério da Educação, criar um projeto escolar que incentive os alunos a fazer uso das tecnologias para agregar saberes, por meio de investimento em computadores para todos os colégios públicos, a fim de proporcionar uma experiência inovadora e atrativa. Tal ação deve ser voltada para toda população e executada em parceria com os professores, que devem ser capacitados para auxiliar no processo de estudos, ao passo que estimulem os estudantes a explorar os benesses do mundo digital. Assim sendo, espera-se criar uma metologia inspirada no professor Merlí e tornar mais democrática a difusão do conhecimento.