A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento

Enviada em 01/11/2020

A expansão romana, durante os séculos Antes de Cristo, escravizou diversos gregos como professores devido amplo seu conhecimento sobre o mundo ocidental. Consequentemente, o acesso ao saber caracterizou-se restrito apenas aos detentores de terras e guerreiros na Idade Antiga. No entanto, em tempos hodiernos, as inovações tecnológicas afastam cada vez mais o passado excludente da educação, ao passo que oferecem variados conhecimentos àqueles que procuram. Nesse sentido, seja pelo baixo custo das conexões virtuais ou pela necessidade de instruir os jovens para um futuro tecnológico, a educação cibernética carece de incentivos governamentais e,por isso,deve ser analisada.

Previamente, é necessário salientar os exacerbados valores educacionais contemporâneos. À medida em que a lógica neoliberal, proposta por Adam Smith, foi instituída no Brasil, a oferta de um conhecimento digno cunhou-se como um produto. Assim, visto que o ensino público caracteriza-se como incipiente, as instituições privadas cobram preços exorbitantes pelo seu preparo intelectual, conferindo semelhante elitização do saber ao vivido na Antiguidade romana. Entretanto, canais como o “Hora do Enem” - Feito pelo Governo Federal" - e o “Oficina do Saber” democratizam o ensino, visto que oferecem aulas pelo Youtube sem custos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa, 60% dos brasileiros possuem acesso à internet e apenas 15% estudam em colégios particulares. Desse modo, fortalecer o ensino à distância é essencial para superar o déficit público.

Ademais, o acesso às redes de informação, na atualidade, é comum aos cidadãos desde os primórdios. Segundo o filósofo existencialista Sartre, “o homem está condenado a ser livre”, sendo refém de todas as suas escolhas. Dessa forma, conforme o ambiente virtual oferece inúmeros conteúdos, a inteligência na hora de selecionar o consumido é imperiosa. Sob essa ótica, os vícios em jogos e redes sociais, por exemplo, seriam substituídos por um ensino benéfico. Logo, instruir os menores a usar a internet como um canal de conhecimento é mister para estabelecer seu melhor uso.

Portanto, ações são indispensáveis para afastar o histórico de exclusão educacional e democratizar o ensino. Nesse viés, a contratação de professores e pedagogos para o site governamental “Hora do Enem”, por meio de um concurso público realizado pelo Poder Executivo Federal, é fundamental no intuito de oferecer mais aulas gratuitas aos que precisam. Para isso, a verba do Ministério da Educação serviria como custeio. Outrossim, a criação de propagandas televisivas que divulguem canais virtuais educativos, por intermédio de parcerias publico-privadas entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e empresas midiáticas, é indispensável a fim de que o uso da internet seja positivo. Apenas assim o passado elitista de Roma não irá interferir na educação dos futuros homens.