A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 04/08/2020
A era tecnológica, oriunda da terceira Revolução Industrial, revolucionou o mundo com a chegada da internet, a qual, inicialmente, era exclusiva para uso científico, militar e econômico. Com o passar do tempo, seu uso foi para diversos países e para o povo, como o Brasil, em 1995. Hodiernamente, a internet é bastante usada como ferramenta democrática do conhecimento, especificamente no Brasil, necessitando, assim, uma análise acerca do acesso gratuito às informações e suas limitações.
Em primeira análise, é importante destacar que a internet é um veículo facilitador de comunicação, o qual disponibiliza conteúdos educativos e gratuitos para todos. De fato, é necessário algum aparelho provedor de conexão para ter acesso à internet, contudo, a internet possui um leque de informações gratuitas, como supracitado, para diversas áreas, como a educação. A título de exemplo, as inúmeras aulas no Youtube, sites de conteúdos e exercícios, como o Mundo Educação, livros online, etc. Nota-se, portanto, que a internet facilita a vida dos estudantes e democratiza o acesso ao conhecimento.
Em segunda análise, também é importante destacar que, mesmo com o acesso à conteúdos gratuitos, o acesso à internet é uma realidade longígua para grande parte da sociedade brasileira. Segundo dados do TIC domicílios, mais de 20% dos lares não possuem acesso à internet. Certamente, essa realidade é decorrente da falta de infraestrutura, como casas superlotadas e sem saneamento básico, falhas na conexão e a carência de aparelhos eletrônicos. Além disso, a desigualdade social é um fato crucial que culmina com o não acesso à internet, como comprovam dados da TIC domicílios, os quais relatam que menos de 2% da classe A não possui acesso à internet. Ou seja, seu uso ainda é um privilégio de classe.
Em suma, o MEC, órgão encarregado da educação, em conjunto com a mídia, deve promover campanhas alertando sobre o uso das redes para a educação, como uma lista de sites educacionais, proporcionando um foco maior num mundo tão amplo como a internet. Ademais, o Estado deve disponibilizar materiais didáticos e criar programas educativos de TV para quem não tem acesso.