A internet como ferramenta para a democratização do conhecimento
Enviada em 16/05/2020
No ano de 1969, com a Guerra Fria no auge, era criado um sistema para compor laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos da América, denominado “Arpanet”. Com a vinda da “internet”, a quantidade de pessoas que ingressaram na educação aumentou, e sua popularidade, também. Nesse caso, existem duas condições não podem ser desconsideradas: a fácil disseminação de conteúdos e a obrigação de democratizar o livre acesso a todos.
Nesse contexto, vale salientar que a “web” promove a difusão de ideias facilmente, visto que é mais rápida que os outros meios de comunicação. Dando como exemplo, a prática de aulas por ensino à distância que proporcionaram conforto a muitas pessoas, mudando sua realidade. Além disso, ajudou a propagar ideias conjuntas, tal como foi utilizada nas manifestações desde julho de 2013, que tiveram seu início devido ao aumento da passagem do ônibus e a suspeita de superfaturamento na Copas das Confederações.
Deste modo, percebe-se que a “internet” se tornou um mecanismo essencial para o século XXI. Entretanto, cabe destacar que o acesso à “internet” ainda concentrado no Brasil. A carência de igualdade no compartilhamento de rede, por exemplo, se deve a discriminação das classes sociais mais carentes. Segundo dados recolhidos no mês de março pela Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios (PNAD), 85% da classe baixa brasileira não conseguem ingressar na “internet”. Esses números explicitam uma agressão aos direitos humanos, já que a Organização das Nações Unidas declarou o acesso à “internet” como direito fundamental. Desta forma, percebe-se a carência de cordura por parte do governo, satirizando a classe mais necessitada.
Por conseguinte, é fundamental que o Ministério da Educação em colaboração com o Ministério da Ciência e Tecnologia implante “internet” wi-fi nas escolas, universidades e bibliotecas públicas, aspirando atenuar a concentração de rede apenas em uma classe social. Além disso, o oferecimento de “internet” pelas prefeituras em locais públicos e de grandes circulações de pessoas, tais como praças e pontos de ônibus, com a finalidade de impactar uma grande parcela da população em um curto período. Como fala o ilustre educador brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.