A importância dos quilombos no Brasil hoje
Enviada em 09/08/2020
Como uma parte integrante da cultural brasileira, assim como a base da ancestralidade, os quilombos constituem povos ricos em cultura imaterial, que retêm importância nacional e histórica. Entretanto, é fato de que existam hoje no Brasil cerca de três mil comunidades quilombolas, e que nem todas essas comunidades tem seu direito de propriedade garantido na constituição de 1988. O que mostra um resultado de anos de luta e resistência desmoralizado pelo simples interesse capital do território que muitos empresários teriam que abdicar em prol da cultura quilombola. Isto é, trocar o capital, pelo valor imaterial e cultural, o que vindo de grandes latifundiários, pode chegar a ser uma escolha improvável.
Em um mundo capitalista e globalizado, grande parte da cultura se tornou industrializada, ou seja, se tornou apenas um processo de produção em massa que produz dinheiro, tendo como base o termo indústria cultural criado pelos sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer. Sendo assim, muitas das verdadeiras bases culturais dos países se tornam desmoralizadas e secundárias frente ao interesse econômico que gerencia grande parte da estrutura social do mundo. Isto é, dinheiro muitas vezes vem em primeiro lugar do que a valorização histórica.
Por conseguinte, existe milhares de povos, ricos no mais puro misto cultural e histórico, que são desvalorizados e deixados de lado pelos próprios governantes do país, como disse o próprio presidente Bolsonaro “eles não fazem nada e nem para procriar servem mais”. Deixados em segunda mão e alvos de preconceito do próprio representante do país, nós podemos notar que esses povos precisam lutar por entre o próprio abandono, julgamento e falta de estrutura para ganhar o seu lugar que é de direito desde as suas fundações. Precisam batalhar para garantir que toda essa riqueza cultural tão importante para a história não seja esquecida ao longo do tempo e deixada de lado.
Dessa forma, é necessário que o ministério da educação crie fiscalizações responsáveis por preservar e assegurar que a lei, que obriga todas as escolas públicas e particulares a ensinar conteúdos relacionados à cultura afro-brasileira, seja de fato cumprida e seguida em todas as escolas do país, sujeitas a multa e penalizações em caso contrário. Assim, desenvolver políticas e maneiras de trabalhar a educação em torno da perspectiva étnico centrada nas escolas e não apenas na visão europeia. Com isso, muitos alunos, ao longo do tempo, ganharão uma nova abordagem do tema, e estando inseridos nele poderão garantir que a cultura se fortaleça e seja estabelecida com mais vigor por toda a estrutura sociocultural do país. Dessa forma, fortalecer a ideia de defesa por mais pessoas, e tornando os direitos quilombolas prioridade da maioria e não mais apenas da minoria.