A importância dos estímulos na primeira infância
Enviada em 06/07/2021
Infância: o espelho da vida
Sincronicamente ao avanço da neurociência,os estudos acerca da maior neuroplasticidade em crianças comprovaram a importância da estimulação direcionada do cérebro no período da pré-infância.No entanto,a construção de conexões sinápticas adequadas é amplamente prejudicada devido à negligência pedagógica em relação ao investimento e aprimoramento das interações aplicadas pelo sistema de ensino.
Sob cunho sociológico,a teoria do desenvolvimento cognitivo infantil, elaborada por Jean Piaget,determina a infância como o período de formação dos sistemas pré-operacional e sensorial motor que,por sua vez,correspondem a fase da vida em que os seres aprendem a controlar o egocentrismo inato e adquirem a capacidade de se reconhecerem como parte de uma sociedade.Sem embargo,esse processo é diretamente ligado ao ambiente proporcionado à criança e os estímulos que a cercam , de forma que quanto mais interações positivas do meio mais bem estruturado é o sistema cognitivo do ser.
Outrossim,encontra-se grande lacuna de princípios sociais e morais em indivíduos que recebem estímulos negativos na infância.Evidencia-se,dentro de tal lacuna, a deficiência no processo de inibição do egocentrismo infantil.Consequentemente,os seres desenvolvem-se com dificuldade em adaptar-se,problemática que acarreta,segundo o sociólogo Émile Durkheim, a anomia social- isolamento e progressiva desarticulação dos fenômenos de interação entre os indivíduos e o corpo social.
Diante do impacto dos estímulos na formação humana,é imprescindível que o sistema educativo-representado pelo Ministério da Educação e Cultura e creches estaduais-implementem programas pedagógicos direcionados à capacidade interativa das crianças,por meio de atividades lúdicas e dinâmicas.A partir do reforço positivo no aprendizado,projeta-se a formação de indivíduos com domínio sobre aspectos essenciais à vida social ,como o coletivismo e capacidade de adaptação.