A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 07/07/2021

Segundo o Marco Legal da Primeira Infância, os seis primeiros anos de vida são os mais importantes no desenvolvimento da criança e portanto, chamado de primeira infância. No Brasil, atualmente, não se tem esse entendimento, o que contribui numa má formação de adultos na sociedade. Isto se dá por motivos de: falta de interação dos pais com seus filhos e uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

A priori, crianças que não têm tempo de qualidade com seus cuidadores sofrem muito para se desenvolverem. Pois, acabam não sendo estimuladas através de músicas ou, nem tão pouco, brincadeiras. Conforme um estudo feito por Charles A. Nelson, o afeto e atenção ativam zonas cerebrais importantes, como funções cognitivas, capacidades sensoriais e a linguagem. Diante disso, a falta de um cuidado mais especial durante a primeira infância impacta negativamente no crescimento dos pequenos.

Outro ponto a ser levantado é o uso indevido de aparelhos eletrônicos pelas crianças. Em meio a um amor líquido, apontado pelo filósofo Bauman, a sociedade moderna esqueceu o valor de olhar nos olhos. Visto que, é difícil ver pais que estimulem hábitos saudáveis aos seus filhos, outrora os deixam passar o tempo que quiserem em celulares. De acordo com a pediatra Iria Giacomin, os bebês estão refém das telas enquanto os pais são sufocados no trabalho. Sendo assim, é importante trazer à memória das pessoas o quão é fundamental não negligenciar os primeiros anos de vida de uma criança.

Destarte, a fim de solucionar os emblemas em torno das dificuldades em estimular uma primeira infância saudável, é preciso que o Ministério da Educação imponha um projeto de debates dentro das escolas primárias, o qual funcionaria por meio de reuniões quinzenais com os pais e professores. Ao término dos encontros, os responsáveis pelas crianças sairíam com tarefas para realizarem com eles. Objetiva-se, por meio dessa proposta, estimular os vínculos parentais por meio da influência escolar e assim, contribuir para uma melhor formação desses futuros cidadãos.