A importância dos estímulos na primeira infância

Enviada em 28/06/2021

Geração ‘Baby Einstein’

Orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS), a restrição aos estímulos virtuais na primeira infância, por conta dos prejuízos causados ​​ao desenvolvmento das funções cognitivas da criança. No entanto, nota-se cada vez mais o contrário, num cenário aonde há a negligência dos vínculos humanos e afetivos, que são o que de fato importa, em detrimento da ilusão de que crianças superestimuladas serão mais bem desenvolvidas. Nesse viés, é certo que essa problemática, é, infelizmente, cada vez mais normalizada pela sociedade, tendo, consequentemente, seus malefícios subestimados.

Ademais, entende-se que as pessoas nascidas a partir do ano de 2010, fazem parte, não à toa, da chamada ‘Geração Glass’, ou seja, ‘geração das telas’. Sendo assim, torna-se praticamente inevitável, o contato dessas crianças com o universo virtual, evidenciando a crença de que seja algo benéfico. Todavia, após estudos, especialistas apontam diminuição significativa no Qi (quoficiente de inteligência) de jovens que foram excessivamente expostos às telas durante a infância, comprovando não só a ineficácia do demasiado estímulo no desenvolvimento da criança, como o atraso causado por ele.

Portanto, é preciso destacar a importância do vínculo afetivo como sendo o principal e fundamental estímulo humano, tendo em vista que assim é, desde o surgimento das relações familiares,  não podendo ser substituído por motivações externas. A respeito disso, afirma  o médico psiquiatra e pai de sete filhos, Italo Marsili, que os estímulos na primeira infância devem limitar-se a afeto, cuidados essenciais de higiene e nutrição, e uma rotina bem etabelecida. Dessa maneira, pode-se dizer que para auxiliar no bom desenvolimento de uma criança, deve-se, acima de tudo, respeitar suas inclinações naturais, por sua vez, incompatíveis à introdução de estimulantes virtuais que demonstram ilusoriamente a formação de bebês superinteligentes.

Logo, medidas são necessárias para frear tal problemática. É necessário que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) aprimore campanhas de conscientização para que os pais tomem conhecimento dos riscos em que vulnerabilizam seus próprios filhos, com o intúito de desmentir a crença de que a exposição infantil a recursos virtualmente estimuladores -em especial, às telas- desde os primeiros anos de suas vidas, é intelectualmente e socialmente saudável, visto que comprova-se o oposto.