A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves
Enviada em 28/10/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à equidade constitucional. No entanto, o desdém governamental e a disparidade socioeconômica, no Brasil, impedem que os brasileiros usufruam da prerrogativa supracitada. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para impsulsionar o alcance aos cuidados paliativos em indivíduos com doenças graves.
Nesse contexto, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de incentivos governamentais, no que concerne à criação de programas de apoio às pessoas em doenças terminais, rompe essa harmonia. À vista disso, embora esteja na Constituição o princípio da isonomia, no qual deve ser assegurado a igualdade e a integração social, o governo ainda negligencia a aquisição dos direitos básicos (sáude etc.), bem como a execução de projetos que colaborem na dignidade e conforto dos cidadãos que estão à mercê de enfermidades graves.
Ademais, destaca-se a disparidade socioeconômica como fator impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de um viés coercitivo, generalista e exterior. Seguindo esse raciocínio, obeserva-se que o cenário de um país marcado pela extrema divisão de classes se encaixa na teoria so sociólogo, uma vez essa condição é mantida ao longo do tempo e somente a classe dominante, em situação de padecimento, terá acesso aos cuidados paliativos. Em virtude disso, há o reflexo na esfera social, ao passo que depaupera o progresso do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, número dez, que se refere ao compromisso em reduzir as desigualdades e, com isso, os índices de ineficiência da qualidade de vida desses seres humanos será deflagrado, ou seja, comprometerá o exercício pleno da cidadania.
Diante disso, portanto, percebe-se a relevância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves. Dessa forma, faz-se necessário que a ONU, em parceria com o governo, crie, por via de processo seletivo, uma comissão com profissionais capacitados, com o propósito de buscar, diante dos governantes, a construção de instituições eficazes que promovam a elaboração de programas de apoio às pessoas em doenças terminais, a fim de garantir a dignidade e o conforto a eles. Outrossim, a ONU deve, por intermédio de verbas públicas, investir em projetos sobre o impacto do capitalismo na desigualdade do alcance aos serviços de atenuação do sofrimento, com o objetivo de aumentar o engajamento público e privado na conscientização e, com isso, expandir o acesso a esse direito.