A importância dos cuidados paliativos para indivíduos com doenças graves

Enviada em 27/10/2021

No filme de Romance estadunidense “A culpa é das estrelas”, a protagonista Hazel Grace sofre de uma doença desde os 13 anos de idade. Onde a mesma é levada por seus pais para um grupo de apoio cristão, onde pessoas que sofrem de doenças terminais se reúnem para falar de suas expectativas, seus medos, seus sonhos. O grupo de apoio que deveria ser de auto-ajuda acaba virando uma angústia para Hazel Grace, ao pensar no sofrimento que traria aos seus pais quando partisse. Porém, antes mesmo de sair do grupo, ela conhece Augustus Waters que tem uma visão totalmente diferente, ele deseja deixar registrada a sua marca no mundo para nunca ser esquecido. Nesse sentido, a obra explícita uma grave problemática: O luto familiar e a angústia do paciente em pensar no sofrimento que deixará aos familiares.

Por conseguinte, convém lembrar que os cuidados paliativos são destinados para trazer conforto para os familiares, e qualidade vida para o paciente em que a doença ameaça a sua vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cuidados paliativos consistem na intenção da melhoria e alívio da dor ao paciente até o dia de sua morte. Embora seja difícil a família lidar com a perda do parente e a grande tomada de decisões, é necessário o apoio e preparação médica para situações como essas.

Outro fato existente, é a necessidade psicológica do paciente em meio à situação delicada em que ele está vivendo. Nota-se que atentar o fato de que, ouvir e entender as necessidades faz total diferença para a qualidade de vida e psicológica do paciente. Na visão do filósofo Montaigne, a morte é algo inevitável, não está relacionada a um determinado tempo ou lugar, logo assim, a função da morte seria nos ensinar a viver. Paralelamente, esse é um dos objetivos dos cuidados paliativos, tratar a morte como algo natural, algo que faz parte do ciclo humano.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o âmbito médico, não apenas para o paciente, mas sim para a família que também passa por esse momento sensível. É importante enfatizar um sistema de apoio em que ajuda os familiares a lidar com a situação do paciente, em seu próprio ambiente. Para a conscientização do tema abordado, urge que a Organização Mundial da Saúde (OMS) crie, campanhas para destacar o importante papel do cuidado e conforto ao paciente.