A importância do voto consciente para a sociedade brasileira

Enviada em 16/11/2020

O direito do cidadão ao voto para eleger seus representantes dos poderes executivo e legislativo, nos níveis municipais, estaduais e nacionais, é uma conquista relativamente recente e ainda não alcançada por cerca de metade da população mundial. Ao contrário das décadas que entre os anos vinte e cinquenta, que foram em parte ocupadas por líderes ditatoriais ou autoritários, o regime democrático passou a predominar em boa parte do mundo na década final do século XX. A exceção entre os macro países é a China Comunista, que corresponde a aproximadamente 20% da população mundial, segundo fontes estáticas fornecidas pelo banco mundial.

Muitos eleitores, infelizmente, utilizam o direito ao voto para obterem vantagens financeiras ou favorecimentos indiretos. Nesse caso, os critérios deixam de ser por mérito do candidato e sim uma espécie de negócio onde o eleitor vende seu voto e dá carta branca ao político desonesto para cometer as mais absurdas arbitrariedades durante seu mandato. O Código Eleitoral, no artigo 229, considera crime e prevê pena de reclusão de até quatro anos e pagamento de multa: “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita.”

Seria desejável que todo eleitor deveria fazer uma análise consciente da história pregressa dos candidatos. Portanto, é importante verificar se ele não tem ficha suja na justiça, quais são suas propostas e se está preparado moralmente e intelectualmente para o cargo. O Projeto da “ficha limpa” foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 5 de maio de 2010 e também foi aprovado no Senado Federal no dia 19 de maio de 2010 por votação unânime. Foi sancionado pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva transformando-se na Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010. Esta lei proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar.

Diante disso, se todos tiverem essa consciência no momento do voto o resultado coletivo seria maravilhoso. A qualidade dos representantes em cargos políticos é diretamente proporcional às expectativas e esperanças de viver num futuro próximo, num país mais justo e com alta qualidade de vida.