A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 08/04/2021
Na distopia canadense “O Conto da Aia”, em Gilead (o regime autoritário e teocrático que toma conta dos Estados Unidos na distopia), as mulheres servem papéis sociais divididas em castas: Esposas, Marthas, Aias, ou Não Mulheres. Todas as mulheres são submissas aos seus maridos, comandantes e ao Estado e privadas de ler, escrever, ou ter acesso a qualquer produto cultural. Atitudes como essa já foram muito vistas na sociedade, mas tendem a desaparecer cada vez mais devido à luta do movimento feminista, que é de extrema importância na sociedade.
O movimento feminista no Brasil surgiu no século XIX com a luta pela educação feminina, direito de voto e abolição dos escravos. Nísia Floresta Augusta, precursora do feminismo brasileiro fundou a primeira escola para meninas no Brasil. Nessa época, as mulheres não eram reconhecidas como possuidoras de direitos pelos constituintes. Constantemente sendo vistas e tratadas como “objetos”, sendo sempre taxadas de “frágeis” pela sociedade. Coisas simples como estudar, jogar esportes e até mesmo possuir direitos, eram longe de ser realidade para as mulheres da época.
Tal atitude se reflete na sociedade de hoje, visto que mulheres ainda são vistas como “frágeis” e “inferiores” aos homens. Segundo um estudo do IBGE, as mulheres recebem 30% a menos no salário, comparadas ao mesmo cargo ocupado por um homem. Muitas vezes as mulheres deixam de ser contratadas porque donos de empresa não acreditam serem capazes de exercerem um cargo geralmente exercido por homens. Carla Forcada, uma publicitária espanhola, após enviar um currículo para se candidatar a uma vaga de emprego recebeu um e-mail com resposta negativa informando que a função era destinada a homens.
Portanto, visto que o movimento feminista foi responsável por muitas conquistas na tentativa de atingir uma melhor igualdade de gênero, é importante que o Executivo, junto ao Legislativo, desenvolvam novas leis que reafirmem a igualdade de gêneros, reajustando as leis trabalhistas, de modo a se obter a igualdade perante a lei, que é obrigatória segundo a Constituição de 1988. É importante também que o Ministério da Educação proponha palestras e campanhas de conscientização sobre a importância dessa luta e sobre os direitos das mulheres. Assim, é esperado que meninos e meninas cresçam conscientes da igualdade e do respeito, buscando sempre a garantia dos direitos assegurados por lei.