A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 19/03/2021
O Conto da Aia, livro distópico escrito por Margaret Atwood, retrata a realidade na República de Gilead, onde as mulheres são proibidas de ler e têm como única função procriar. Nesta ficção, as mulheres não lutaram pela mudança social nem pelos seus interesses, o que difere da realidade, em cujo plano suas reivindicações culminaram no Movimento Feminista, necessário para a obtenção de direitos antes restritos somente a homens - quer tenha sido o direito de acesso à educação, que tenha sido o direito de participação na vida política, por meio do voto.
Em primeira análise, é importante considerar que, no Brasil, até o século XIX, a educação dada às mulheres diferia da dos homens, uma vez que eram tidas como incapazes. Portanto eram restritas ao ambiente doméstico. Tal fato deu-se, principalmente, por causa do esteriótipo incapacitante atribuído à figura feminina - “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a máxima de Simone de Beauvior, remete à ideia de que mulheres eram, na verdade, um comportamento idealizado pela sociedade, devido aos esteriótipos que ela carregava. Por cúmulo, as mulheres ficaram excluídas da educação formal por muito tempo, obtendo seus diretos somente como resultado de sua luta. Ou seja, apenas depois da publicação do livro de Anísia Floresta, Direitos das Mulheres e Injustiças dos Homens, em 1832 e com os protestos do jornal A mulher, a luta feminista deu um passo significativo no país. Logo, admite-se a necessidade do movimento feminista para a adesão feminina à instrução, de modo que sua luta tenha sido crucial nesse ponto da História do Brasil.
Intrisecamente ligado a isso, o direito ao voto primeiro dependia do grau de intrução das mulheres, que mesmo existente, ainda era subestimado. Á guisa de Schopenhauer, filósofo alemão, as mulheres são como crianças grandes, adultas de mente infantilizada. Tal pensamento perpetuou no Brasil por muito tempo, impedindo a participação política na mulher na esfera pública brasileira, o que é reconhecido pelo fato do voto feminino ter sido estabelecido somente em 1932 no Governo Vargas, mesmo depois do fim do voto censitário - este excluía as mulheres não por questões de gênero, mas por não terem renda própria - em 1891. Ainda, o acontecimento não deve-se à consciência de Vargas, mas à Federação pelo Progresso Feminino, fundada em 1922 com o intuito da emancipação política.
Logo, diante da necessidade de debater acerca da contribuição do feminismo para a obtenção feminina de direitos, urge à família que, por meio da interação educativa entre seus mebros, cultive o respeito pela figura feminina, bem como impera à mídia que use de seu poder massivo para relebrar a força que o movimento feminista e seus feitos alcançaram, de forma que a educação seja o guia contra a ignorância na sociedade moderna para , então, formentar a desenvoltura desta.