A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 30/03/2021

A Revolução Industrial com suas mesclas de desenvolvimento, crescimento e lucro fez nascer nos indivíduos a ideia de que os recursos naturais são infindos e exploráveis a qualquer custo. Criou e fomentou pessas presas ao trabalho e ávidas por dinheiro. No entanto, com as novas possibilidades geradas pelos anos que passaram, vê-se que esse modelo de gestão dos recursos é ineficaz e gera miséria, escassez e perdas sociais. Nesse ínterim, a condição de preservar e gerir passa a ser indispensável dentro de qualquer contexto mundial e, no Brasil, com toda exuberãncia natural o turismo sustentável se mostra como uma ferramenta a ser explorada não só no âmbito ecológico como também no social.

Inicialmente, é imprescindível acrescer a ideia de que a sustentabilidade ainda é um comportamento social distante de ser alcançado e se torna ineficaz ao passo que a própria população não percebe a finitude dos recursos naturais. Nesse aspecto, a “Moral de Rebanho” do Alemão Nietchie se torna evidente uma vez que a replicação de práticas antiquadas e agressivas ao meio ambiente ainda se repete mesmo com tanto acesso à informação. Desse modo, o ato agressivo de desmatar ou de caçar a todo custo, se não conscientizado de sua agressividade ao meio  ambiente,  torna-se natural na ótica de que pratica. Assim, a ideia de Nietchie se torna atual e faz questionar acerca das possibilidades geradas com o ato conscientizar ambientalmente.

Aliado a isso, percebe-se que o turismo, distante de ser o mero ato de viajar e fazer conhecer, hoje, torna-se uma ferramenta aliada na luta pela quebra das perspectivas alijadoras construídas no século XVIII. Nesse sentido, a ação conscientizadora de preservação compartilhada pelos que visitam e pelos que hospedam passa a ser o ponto inicial na formação de uma consciência crítica e ambiental  tendo em vista que o ato de conservar passa a ser mais rentável que o de depreciar. Desse modo, o famoso Cidadão de Papel do Educador Gilberto Dimenstein, passa a dialogar com o saudoso Paulo Freire ao mostrar que só uma uma educação crítica e ativa quebra paradigmas.

Desse modo, a atitude reconstrutora proporcionada pelo turismo ambiental é a ferramenta propulsora para a mudança de perspectiva de preservação. Nesse sentido, para que a ação se torne eficiente e eficaz, faz-se mister o compartilhamento de ideais de conservação entre os envolvidos no turimo ambiental. Aliado a isso, as empresas promotoras de eventos nas localidades em conjunto com os moradores locais precisariam discutir perspectivas de exploração sustentável e, desse modo, os prórios moradores seriam os mediadores das novas ideias de conservar para sempre poder usufruir.   Assim, quebrar-se-ia o pensamento de infinitude de recursos naturais pregado no século XVIII.