A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 11/12/2020
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado no artigo 225. No Brasil, entretanto, a falta de investimentos no turismo sustentável acarreta danos irreversíveis contra a fauna e flora brasileira. Nesse sentido, o turismo predatório e o descaso governamental são fatores que corroboram esse triste fenômeno.
Diante desse cenário, é de conhecimento geral a vasta diversidade ecológica encontrada no território brasileiro, que, anualmente, gera um número impressionante de visitantes de todo o mundo. Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, a atividade turística constitui 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Dessa maneira, é possível verificar a forte presença no cenário econômico, o que implica novos desafios quanto ao direcionamento de finanças para promover a sustentabilidade. Com isso, infelizmente, a maior biodiversidade do mundo é cobiçada por interesses capitalistas, cujos lucros, muitas vezes, menosprezam a questão ambiental quando não destinam o dinheiro, ganho com a própria natureza, para a devida preservação do local.
Paralelo a isso, o descaso governamental demonstra o descomprometimento para tornar essa atividade viável, tanto na esfera social quanto na esfera ambiental. É válido citar a primeira conferência ambiental da Organização das Nações Unidas(ONU), na qual foi apresentado o inédito e necessário conceito de sustentabilidade, em 1987. A partir disso, comprova-se a preocupação com essa questão há décadas, que, no Brasil, são negligenciadas no turismo, tendo em vista a falta de políticas públicas e investimentos para promover a visitação consciente e saudável.
Em síntese, o turismo predatório e o descaso governamental corroboram a falta de investimentos no turismo sustentável no Brasil. Nesse âmbito, cabe ao Ministério do Turismo, por meio das verbas governamentais, promover a fiscalização das atividades turísticas, com o intuito de preservar a rica biodiversidade, a fim de estimular, principalmente nos grandes pontos turísticos, o manejo biosustentável do local e não permitir a degradação do meio ambiente. Desse modo, espera-se atenuar essa triste situação e aproximar a meta de sustentabilidade da ONU para 2030 à realidade brasileira.