A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 06/09/2021
William Arthur, grande economista, exprime em sua fale que investimentos em educação jamais serão gastos, pois obtêm-se como resultado cidadãos aptos para melhoria de todo e qualquer âmbito social. Diante disso, destaca-se a importância do ensino profissionalizante como ferramenta para construção de uma sociedade melhor. No entanto, no país vigoram obstáculos que impedem a completude do ensino, como o descaso estatal e a inércia social.
Em primeiro lugar, é lícito evidenciar a negligência do Estado diante o ensino profissionalizante. Nesse viés, segundo a teoria do Contrato Social, proposta pelo filósofo John Locke, é dever do Estado garantir bem estar-social. Entretanto essa não é a realidade observada, visto que o Estado negligencia o ensino profissionalizante, tendo em vista o baixo investimento para a capacitação estrutural das instituições para que estas possam confortar os alunos e ofertar eficientemente a modalidade de ensino em questão e a falta de abordagem do tema de modo a incentivar maior participação da população na busca deste ensino profissionalizante. Assim, são necessárias ações que visem mudar essa realidade negativa.
Outrossim, é imperativo destacar a inércia social frente a falta de busca por maior qualidade de ensino como uma fator que valida a problemática. Nesse sentido, segundo o literato português José Saramago, no romance “Ensaio sobre a cegueira”, o comportamento negligente por parte da população em não se mobilizar para exigir dos órgãos públicos ensino profissionalizante de modo a capacitar a população para ingresso no mercado de trabalho, é definido como “Eclipse de Consciência”, ou seja, a ausência de sensibilidade dos indivíduos frente as mazelas sociais enfrentadas pelo próximo, nesse caso a falta de oportunidade profissionalizante que resulta em desigualdades dentro do mercado de trabalho. Por conseguinte, sob efeito desse fenômeno considerável parcela da população fomenta a invisibilização do imbróglio em evidência.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas com intuito de coibir o problema discorrido. Assim, faz-se necessária a ação do Estado destinando verba para a capacitação de mais instituições no país e a criação de novos centros de ensino, como IFs, a fim de possibilitar a expansão de oferta do ensino profissionalizante. Paralelo a isso, é preciso a implementação de conteúdos midiáticos veiculados nas redes sociais e meios físicos, como cartazes, que eduquem a população acerca do que é ensino profissionalizante e qual a sua importância. Feito isso, o Brasil poderá caminhar para a completude da formação de jovens aptos para a atuação no mercado de trabalho com mais igualdade, resultando na melhoria da qualidade de vida social como dito pelo economista William Arthur.