A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 22/08/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante, em seu artigo sexto, uma série de direitos sociais. Dentre eles, está o direito à educação, juntamente com todos os elementos que o permeiam. No entanto, apesar de tal garantia, que se percebe, na sociedade brasileira, é a não aplicação desse direito na prática, visto que ainda não há, no Brasil, o reconhecimento acerca da importância do ensino profissionalizante, fazendo com que seja um problema que ainda persiste. Sob tal perspectiva, é imprescíndível o debate e resolução dos impasses.

Em primeira análise, nota-se que a falta de políticas públicas é causa manifesta da matéria. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação à afirmação, nota-se uma inconformidade sobre a notoriedade da educação profissional e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve ao povo com ações, planos e metas públicas que tratem dos impasses causados ​​pela problemática. Com efeito, o desemprego e a desigualdade social são as consequências inadimissíveis dessa lacuna e que necessitam de resolução.

Similarmente, tem-se a falta de consciência social como fator coadjuvante do revés. Nessa lógica, o filósofo, Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da relevância da formação profissional, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como a escola ou outros meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias  constitucionais.

Portanto, algumas medidas são necessárias para solucionar a problemática. Sendo assim, a população, por meio de um projeto social online, deve criar uma campanha que trabalhe paralelamente com ações governamentais, como na questão da importância do ensino profissionalizante. Tal campanha deve ter repecurssão nacional, com representantes de todos os estados brasileiros, para que se possa cobrar do Estado maiores ações, projetos, planos e metas públicas voltados para sociedade. Além disso, o Ministério da Educação, por intermédio das escolas, deve criar oficinas e palestras de debate, para minimizar a alienação social em torno do problema. Espera-se, dessa forma, que a população possa exercer seu protagonismo e trabalhar em parceria com o poder público. Assim, as garantias sociais da Constituição Federal brasileira terão eficácia plena na sociedade.