A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 02/11/2021

Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto na premissa supracitada, pois a importância do desenvolvimento sustentável no Brasil encontra-se fragilizada, na qual representa um grave problema, que, por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país.

Em primeiro plano, percebe-se, infelizmente, que a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. A priori, segundo o portal de notícias G1, a floresta amazônica sofre o maior índice de desmatamento, dos últimos 10 anos, em 2021. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a natureza, restringida do ádito dos benefícios da proteção ambiental, por exemplo, extração consciente de matéria-prima, no decorrer da quebra da isonomia constituinte, fato que configura o problema. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção da satisfação social, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo ecossistêmico.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização informacional, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância, especialmente a importância da sustentabilidade. Nesse contexto, vale salientar que, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, analisa-se que a escassez de informação nos centros educacionais do país resulta em tal impasse hodierno, dado que a pobreza de atos de conscientização, diante à necessidade do crescimento sustentável, influi decisivamente na problemática, já que a carência de informação perante o tema estrutura a alienação comunitária, que nesses viés persiste na degradação ambiental. Logo, é imprescindível uma mudança social para a reversão desse quadro caótico.

Portanto, fazem-se necessárias ações que efetivem a importância do desenvolvimento sustentável. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, a intensificação do Código Penal vigente, que considera crime atos de destruição ambiental, mediante verbas do cofre público, com o fito de reverter a exploração desordenada de matéria-prima e, eventualmente firmar o cunho da sustentabilidade. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, campanhas, que conscientizem o corpo social acerca da obrigação da preservação ambiental. A partir disso, será possível minimizar o óbice em pauta e consolidar os preceitos da obra de Maquiavel.