A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 02/08/2021

Segundo o relatório Brundtland - desenvolvido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e desenvolvimento - o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas carências. Sob essa ótica, pode-se ver que essa prática é crucial e imprescindível para a manutenção da vida humana no globo terrestre, devendo-se, destarte, analisar os benefícios dessa prática e, também, os entraves que impedem sua realização efetiva no Brasil.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a importância do uso racional das riquezas da natureza e da adoção de políticas ambientais. Conforme o Banco Mundial, se a população da terra for de 9,6 bilhões de pessoas, no ano de 2050, serão necessários três planetas iguais à terra para proporcionar os recursos naturais requeridos pelo atual estilo de vida da humanidade. Nesse sentido, a sustentabilidade revela-se indispensável, uma vez que concilia o crescimento econômico com a preservação ambiental, permitindo, dessarte, a viabilidade da continuidade da vida na terra. Ademais, o Brasil pode tornar-se referência no que tange a isso - por meio de investimentos para a aplicação de hábitos sustentáveis - tendo em vista que possui uma diversificada fauna e flora, e, por conseguinte, ser reputado um padrão a ser alcançado pelos demais países, promovendo reconhecimento pelo exterior.

Contudo, convém salientar que há empecilhos que obstam a conquista das vantagens supracitadas. Consoante o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), somente em 2020, foram desmatados mais de 1,1 milhão de hectares na floresta amazônica, sendo que, ao menos, 95% desse desflorestamento é ilegal. O principal responsável por tal prática é o agronegócio, que, majoritariamente, tem por propósito atingir maiores lucros financeiros, e, desse modo, executar esse desejo por meio de invasão a terras - desmatando-as - com o fito de cultivar outras culturas, configurando um ato insustentável. Além disso, a impunidade a crimes como os citados anteriormente fomenta delitos desse gênero, dos quais - de acordo com um estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - 86% ficam impunes.

Depreende-se, portanto, que tais impetitivos devem ser aplacados. Para tal, é imperioso que o Governo Federal do Brasil, por intermédio de realocação de recursos para ações relacionadas ao Ministério do Meio Ambiente - pelo Tribunal de Contas da União - intensifique a fiscalização no que se refere à exploração irresponsável ou ilícita dos recursos naturais - em especial na região amazônica - a fim de que se puna com eficácia e, em consequência disso, desestimule as tentativas de trangressão. Quiçá, assim, não se consubstanciará o mundo insubsistente previsto pelo Banco Mundial.